Post meio retardatário, mas não resisti em publicá-lo.
postado por Magal
O cheiro de chuva infestava aquela tarde, mas ela, contraditoriamente, não caia. Lembranças da noite passada ecoavam em minha mente como gotas caindo num balde vazio. O presunto não trazia nenhuma resposta para as milhares de perguntas que deveriam ser respondidas nas próximas 48 horas. Ele estava limpo, sem rastros ou qualquer migalha que pudesse delatar o culpado que deveria estar em Cancun a essa altura do campeonato. Mas o enigma maior não teria resposta: “Quem colocou presunto vencido no meu sanduíche?”.
É...já entendi! Chega de putaria bobagem...
Bom, o evento estava animadíssimo (não diga, acho que por isso o nome é Anima Mundi, Sr. Bond!), apesar do dia nublado. Tiramos algumas fotos das redondezas para
encher lingüiça desfrutar da arquitetura e decoração do local enquanto o 17º Festival Internacional de Animação da Cabrália do Brasil não começava. As fotos estão por aí.
Algumas das animações que tivemos a oportunidade de assistir foram muito interessantes e até divertidas, outras muito densas e psicológicas demais...
Foram enviadas quase 1300 inscrições de curtas-metragens de animação, de diversas partes do mundo. O Brasil foi representado por 66 filmes caraio, seguido por França (56), Reino Unido (47), Estados Unidos (46), Alemanha (24). Também havia produções da Ucrânia, Taiwan, República Tcheca, Moçambique, Letônia, Eslováquia e Croácia.
Eu não encontrei os nomes das dignas de nota que nós conseguimos ver, mas achei o vídeo de uma delas, aliás, a mais divertida.
Muitas das européias que assisti tinham um ar por vezes sombrio ou nostálgico – como aquela na qual uma casa de bonecas era composta por crianças cujas almas haviam sido aprisionadas em brinquedos, ou outra sobre um idoso no parque com a neta que relembrava de seus momentos como soldado na Segunda Guerra – e engraçado também – Le Petit Dragon de Bruno Collet foi muito hilária, que tratava de uma estória sobre a reencarnação de Bruce Lee em um boneco do mesmo.
Um curta animado brasileiro que assisti era relacionado com a violência tanto na TV quanto dentro de nossas casas e como parecemos inertes nas questões sociais que nos afligem, ou seja, uma
ladainha repetida que ninguém dá ouvidos verdade dura e complexa. O problema era que o curta era "curto" demais e um corno retardado desinformado sentado ao meu lado ficava perguntando a cada 10 segundos se havia acabado o desenho...
Conclusão: Foi legal e vale uma nova visita ao festival desse ano.

0 grito(s):
Postar um comentário